Aborto NÃO

Estes dias eu estava no meu consultório de ginecologia. Um Senhora já de idade se retirou, em seguida veio um mocinha, de mais ou menos 20 anos, com um lindo bebezinho de colo. Ela me parecia muito apavorada, então logo veio dizendo:

– Dr. o senhor terá que me ajudar num problema muito sério…           E continuou…

-Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro.

Em tantos anos, foi a primeira vez que uma paciente me vem com essa pergunta, pois esse tipo de coisa a gente acha que só acontece com outros médicos. Eu já sabia o que ela queria, porém resolvi perguntar:

– O que a senhora quer que eu faça?

– Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.

Estava confirmado o que eu suspeitei. Teria que ir contra a ética profissional, moral, contra os ensinamentos da minha querida mãe, e contra Deus, além de que todos nós sabemos, que é um aborto é algo muito perigoso tanto quanto para mãe, e para criança. Pensei um pouco mais, ela permaneceu em silêncio, então respondi:

– Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.

A moça sorriu, ansiosa para saber o será feito.

– Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, então curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar seu filho, não há diferença entre um e outro. Até mesmo porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco…

A jovem se apavorou-se e disse:

– Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime.

-Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajuda-la. Sorri, e depois de algumas considerações, vi que o que tinha dito surtiu efeito. Não há diferença nenhuma entre um, e outro.

Autor Desconhecido
Adaptado por: Haristom Willy F. Monção
Obra de ficção
Créditos da Imagem: illumina

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